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Forno de Pão

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O forno de cozer pão, foi ao longo dos séculos servidor comunitário nas aldeias e vilas de Norte a Sul de Portugal, hoje , não é difícil ainda encontrá-lo a funcionar da mesma forma, como trabalhava nos tempos antigos.

Construído por mão de obra, por vezes não especializada, (um artífice que,  não era necessário ser pedreiro), bastava-lhe ter fama na região como fazedor de fornos, para que a encomenda lhe batesse à porta.

O seu valor patrimonial consistia fundamentalmente no espaço que lhe estava destinado. Muitas vezes em "quelhas" apertadas ou em lugares reduzidos entre as casas. O seu tamanho variava muitas vezes em função do espaço disponível e não na quantidade de povo que o utilizava. Em lugares onde havia um maior número de pessoas era vulgar encontrar-se mais que um forno comunitário.

O mais  importante mesmo era a  temperatura constante e o pão que dele se tirava.

Um bom forno teria de queimar bem, mostrar de inicio o tecto bastante escuro para de seguida se apresentar de cor cinza esbranquiçada.

Quando cozia bem, a sua fama constava nos arredores, havendo quem, por vezes, pedisse autorização para fazer umas fornadas, mesmo não pertencendo ao lugar do forno .

Localizado sempre dentro das localidades servia dez a vinte casas que em cozeduras semanais ou quinzenais, de quinze ou vinte unidades, por vezes mais,  fornecia às famílias os pães de milho, trigo ou centeio, que eram a maior parte das vezes a base alimentar das gentes nas aldeias.

O forno cozia todos os dias da semana de acordo com as necessidades da população. A sequência de utilização individual era feito por uma "posse", ramo de arvore ou feixe de lenha, colocado junto ao forno.

A "posse" indicava a ordem para acender o forno e cozer o pão. Por vezes num só dia eram colocadas cinco ou seis posses, quer isto dizer que, o forno cozia cinco e mais vezes.

Lembrando tudo isto,  o FORNO DE COZER PÃO, representa na minha obra, um degrau mais para a preservação dos nossos valores culturais.