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Recrutas da Armada - 1965 - Ida a Lisboa

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Recrutas da Armada - Abril de 1965 - Noite em Lisboa

 

Quando a Pátria te chamou ou serviço militar (na Armada), confiou-te a missão de te preparares para a defender pelas armas. Está empenhada a tua honra na forma como procurares aproveitar-te da formação que te é ministrada. Faz por merecer a confiança que a Pátria depositou em ti, aplicando-te com entusiasmo à aprendizagem da Instrução Militar”.

Quem passou pela Marinha de Guerra, certamente se lembra desta recomendação, feita no início de algumas aulas teóricas.

No Grupo nº1 de Escolas da Armada, em Vila Franca de Xira, estão localizadas duas Escolas; a Escola de Alunos Marinheiros, para recrutas, e Escola de Mecânicos para as várias especialidades.

Na Escola de Alunos Marinheiros a parada foi construída em cubos de granito cinzento e alguma pedra calcária à mistura; toda ela está ladeada por amoreiras - árvores de folhas muito verdes. As onze casernas, o refeitório e a cozinha ficam na parte central. A cantina/sala do marinheiro, o paiol de armamento, a barbearia e a alfaiataria, estão junto ao muro e perto da linha férrea.

Próximo da “Porta de Armas” está a casa da guarda, os gabinetes do Oficial de Serviço e do Sargento de Dia.

Na Escola de Alunos Marinheiros, as casernas são modernas e acolhedoras.

Recrutas e guarnição, nas duas Escolas, são cerca de dois milhares.

Na Escola de Fuzileiros em Vale do Zebro, a parada é recente; foi construída em terra batida com alguns inertes à mistura.

As únicas árvores existentes, são as quatro palmeiras, perto da cantina velha.,

Estão em construção as novas edificações, destinadas a salas de aulas e vários gabinetes.

A norte da “pista de lodo”, fica a zona designada por Bairro Alto; estão aqui as novas casernas, e está em construção o novo refeitório e cozinha. Tudo deverá estar concluído no o próximo ano, mil novecentos e sessenta e seis.

As casernas são frias no Inverno e quentes no Verão.

Recrutas, curso de ITE e 1º grau, especialização em FZE e guarnição, são mais de um milhar.

Quarta feira, dia 21 de Abril de 1965, os recrutas “filhos da escola”, regressam à Escola de Alunos Marinheiros em Vila Franca de Xira e Escola de Fuzileiros em Vale do Zebro. A recruta vai continuar.

Pelas sete e meia da manhã, o marinheiro clarim marcha até à meia parada, dá duas pancadas com a mão no bocal do clarim, leva-o à boca e toca a alvorada. Ao toque, os “Escolas” não perdem tempo, saem apressadamente da caserna e correm para a parada.

Em poucos minutos, estamos formados por companhias.

Os instrutores, de pauta na mão, vão fazendo a chamada por ordem numérica.

- Vinte e cinco;

- Pronto.

- Vinte e seis;

- Pronto.

E assim sucessivamente.

Em todas as companhias há algumas faltas.

Na terceira companhia são três; o trinta e quatro, o Bragança e o Porto. O trinta e quatro, natural da Maceira, está no Hospital da Marinha. O Porto e o Bragança, quando se apresentarem, terão de justificar a falta de comparência.

O senhor cabo monitor, vai observando atentamente o estado físico dos recrutas; como nos olha, parece querer dizer - estão atordoados, esta saída não fez nada bem.

Atordoados ou não, a instrução de recruta vai continuar.

- Hoje da parte da manhã, vão ter um único período de instrução - ordem unida.

Da parte da tarde, serão três períodos; o navio, comunicações e amamento.

- Escolas, sentido.

Chegou o Senhor Comandante de Companhia.

- Quantas faltas? - pergunta.

- Três faltas senhor Comandante, duas sem justificação.

Afasta-se o senhor Comandante da Companhia.

- Escolas à vontade.

Em fila, marchamos para o paiol onde levantamos a arma G3. A ordem unida vai começar. Parada abaixo, parada acima. Olhar à direita, olhar à esquerda. Marchar, marchar ...

Perto do meio dia entregamos a arma; a ordem unida terminou.

Os faxinas servem um almoço fabuloso; bacalhau albardado com arroz de feijão. Há sopa de legumes, uma laranja e algum pão. Para beber há vinho tinto bem carrascão.

Entretanto, o Porto e o Bragança acabaram de chegar.

Vinte e um de Abri de 1965. Uma hora da tarde.

Na sala de aulas nº 1, estão colocados sobre duas grandes mesas, as réplicas de dois navios; o Aviso de 1ª Classe “Afonso de Albuquerque” e um outro, que será um Draga Minas. No chão, perto da entrada, está uma mina, bem igual ás utilizadas por navios na Segunda Guerra Mundial. Noutra mesa, está um aparelho de telegrafia e algumas bandeiras de formas e cores diferentes.

O senhor sargento da classe “manobra”, inicia a aula de marinharia/o navio, e começa assim:

- Um navio é uma construção flutuante destinada a navegar. Todos os navios precisam de ter condições para se poder viver a bordo e de ser resistentes e seguros para aguentar o mar. Esta palavra navio só se aplica a navios grandes. Um navio de guerra, é uma construção flutuante armada, destinada a navegar para o local onde for necessário empregar a sua actividade...

Casco, ossada e forro – Uma casa pode não ter salas, nem mobília, nem telhado, mas sem paredes é que não pode haver casa. Da mesma maneira, um navio pode não ter máquinas, nem mastros nem armamento, mas sem casco não há navio. O casco é a parte mais importante do navio. É uma construção de forma alongada, afilada nas pontas, que não deixa entrar água. É dentro do navio que estão instaladas as máquinas, os alojamentos do pessoal e todas as outras partes do navio: isto é, o casco é o invólucro exterior do navio. O casco normalmente é construído em aço ou ferro …, o casco tem uma espécie de esqueleto interior, formado por vigas e cantoneiras rebitadas ou soldadas, que se chama a ossada do navio.

O senhor sargento vai explicando o que é a quilha, a roda de proa, o cadastre, as balizas, as longarinas, os vaus e os pés de carneiro. Fala das obras-vivas e obras-mortas e da topografia do navio. Fala das superstruturas e da mastreação do navio ... Os “escolas” estão encantados. A maioria nunca viu um navio.

- Senhor sargento como posso ser “manobra”? - pergunta o trinta e um.

-Tudo depende da vossa classificação final. Não esqueçam que, há dez ou onze especialidades, e só para uma delas serão seleccionados.

Gostamos de ouvir - o navio, o navio …

O meu rio não tem navios. No meu rio só há “botes”; eles são o ganha pão dos pescadores. Estes navios sim! Que sonho o meu. Que sonho o nosso.

O senhor sargento “manobra” continua ...

- O Sino: todos os navios de guerra têm um sino, que serve para: bater as horas; tocar a rebate, chamando o pessoal para os postos de incêndio; tocar em caso de nevoeiro, para evitar colisões com outros navios; tocar a doentes (3 badaladas).

O senhor sargento fala; os escolas atentamente escutam.

Estes navios sim! Isto é um sonho.

E assim, a aula de marinharia terminou.

Quinze minutos de intervalo; a aula de comunicações vai começar.

Vinte e um de Abri de 1965. Três horas da tarde.

O senhor sargento da classe “radiotelegrafista” começa assim:

- Um navio pode comunicar com terra, com aviões ou com outros navios, tanto se estiver perto deles como se estiver muito longe.

Se a distância for pequena, ao alcance da vista, usam-se sinais visuais, que podem fazer-se com bandeiras que se içam nos mastros, ou com bandeirolas que se agitam de certa maneira - são as comunicações por homógrafo, ou com luzes feitas por uma lanterna - morse; e se estiver nevoeiro e não puderem ver-se os sinais, empregam-se sons feitos com a sereia ou o apito.

A distâncias pequenas também se usa a radiotelefonia, muitas vezes chamada fonia, que consiste num telefone sem fios, em que a voz humana atravessa o espaço, enquanto que nos telefones vulgares das cidades e das vilas a voz segue pelos fios. Para distâncias muito grandes, como por exemplo quando um navio está em Macau ou Timor e quer comunicar com Lisboa, usa-se então a radiotelegrafia, ou Telegrafia Sem Fios (TSF), em que se transmitem sinais através do espaço; esses sinais são feitos pelo transmissor duma maneira especial, e a cada letra do alfabeto e a cada algarismo corresponde um som diferente que o telegrafista recebe num auscultador colocado nos ouvidos, recorrendo ao alfabeto “morse”, que também é usado nos sinais visuais, mas com luzes em vez de sons, visto que, como o nome indica, os sinais visuais, são para se verem e não para se ouvirem.

No alfabeto “morse”; um som curto, ou uma luz que se acende e apaga imediatamente, chama-se um ponto; um som mais prolongado, ou uma luz que se acende e demora mais tempo antes de se apagar, chama-se um traço.

A cada letra ou algarismo corresponde um certo número de traços e pontos com uma determinada sequência. Exemplo de algumas letras:

A, é representada por um ponto e um traço ( . - ); B, é um traço e três pontos ( - . . . ); C, é um traço, um ponto, um traço e um ponto (- . - . ) .

- Como posso ser telegrafista – pergunta o trinta e dois.

- As especialidades são aconselhadas de acordo com a vossa classificação.

O senhor sargento radiotelegrafista continua:

- Sinais de Socorro; todo o homem do mar deve conhecer os sinais que um navio pode fazer para pedir socorro.

Um submarino em perigo debaixo de água lança para a superfície bombas de fumo, podendo estes ser de várias cores.

Para pedir socorro de dia, um navio pode fazer qualquer dos seguintes sinais: um tiro de peça ou outro qualquer sinal explosivo de minuto a minuto; a bandeira do C.I.S; o sinal SOS ( … --- … ) feito por “morse” luminoso ou acústico; a bandeira nacional içada ao contrário; e ainda … o senhor sargento continua.

Os escolas estão encantados.

Gostamos de ouvir - o navio, o navio - as comunicações do o navio.

Alguns “botes” do meu rio, têm um búzio para comunicar. Estes “botes” não são navios.

A aula está a terminar.

Quinze minutos de intervalo; a aula de armamento vai começar.

Dezassete horas da tarde.

O senhor sargento da classe “artilheiro”, começa assim:

- Os navios de guerra são munidos de meios de detecção e de meios de combate.

Os meios de detecção destinam-se a denunciar a posição do inimigo quando este está ainda longe, encoberto por nuvens, ou debaixo de água. Para a detecção de alvos de superfície existe o radar de aviso de superfície. Para alvos debaixo de água - submarinos – existe o sonar.

Os meios de combate dos navios são a artilharia, projecteis-guiados, os torpedos , as minas e as armas anti-submarinas.

O senhor sargento, continua a falar das peças de artilharia, dos projecteis-guiados, dos torpedos, das minas e …

Os “escolas” estão encantados.

- Senhor sargento como posso ser artilheiro? - pergunta o sessenta e sete.

- Tudo depende dos testes que irão fazer.

Gostamos de ouvir - o navio, o navio, as comunicações e o armamento.

O “botes” do meu rio, têm os remos para se protegerem. São “botes”, não são navios.

A maioria dos “escolas” nunca viu uma embarcação.

Terminada a aula de armamento, seguimos para a formatura do jantar.

Pela nossa frente há muita instrução, com incidência: INFANTARIA (ordem unida, educação e preparação física, serviço de guarnição e combate); SERVIÇO NAVAL (disciplina militar, postos nas forças armadas, honras e continências, deveres militares, justiça militar, recompensas e medalhas, uniformes, classes da armada, vida a bordo,…); MARINHARIA (o navio, tipos de navios, organização de um navio de guerra, governo do navio, comunicações, serviço de vigia, postos de combate e limitação de avarias, …); HIGIENE PESSOAL (higiene e primeiros socorros, salvamento no mar ...); ARMAMENTO (armamento dos navios de guerra, espingardas, metralhadoras, pistolas, granadas de mão, guerra química e biológica, …).

No grande refeitório, os faxinas distribuem pelos pratos de alumínio, o bife de cebolada com batata cozida e ovo frito. Há sopa de legumes, uma banana e algum pão. Para beber há vinho tinto bem carrascão.

A recruta continua; passados dois meses, os jovens das aldeias, já se confundem com os das cidades.

Hoje na formatura da manhã irá ser distribuído o correio da semana.

O senhor marinheiro instrutor (classe de fuzileiro), vem bem carregado de correspondência.

- Há aqui muita carta para entregar, e pelo que estou vendo, namoradas e madrinhas de guerra não estão a faltar. Lembro que, em toda a correspondência é “obrigatório”, indicar o vosso número e a Companhia. Em caso de dúvida será devolvida ao remetente. Não havendo remetente, vai para o Comando onde pode ser reclamada.

A chamada vai começar.

- Sete;

- Pronto.

- Trinta e três;

- Pronto.

- Quarenta e cinco;

- Pronto.

Há dezenas de cartas para entregar; alguns “escolas”, recebem duas, três e mais. Há “escolas” a esperar em silêncio; esperam, escutam e nada.

Terminada a entrega do correio

- Destroçar.

A correspondência, começa a ser aberta de acordo com expectativas dos recrutas.

Alguns “escolas” abrem-nas logo aqui. Outros vão sentar-se nos bancos existentes ao redor da parada. Por vezes há uma lágrima ou um sorrir.

Há cartas para todos os gostos; são dos familiares, das namoradas e as novas amizades.

Algumas delas começam assim:

 

António.

Querido filho, espero que esta carta de encontre com muita saúde, nós no momento presente estamos bem. Notamos a tua falta mas a vida continua..., algumas sementeiras estão a ficar “bonitas”, vai haver muito cereal para ceifar, e logo tu, não estás para trabalhar …, a Filomena perguntou por ti … Por hoje nada mais, muitas saudades de toda a família ... Os pais”

 

Fernando.

Querido namorado, que esta carta te encontre bem. Tenho muitas saudades tuas, cada dia parece uma semana... Manda dizer quando vens à terra..., Quando escreveres não te esqueças de mandar a tua nova fotografia. No domingo passado, fomos à festa da Vila, foi pena não estares... Quando fores até Lisboa eu peço-te, não te esqueças de mim... Muitas saudades... Rita”

 

Mário.

Recebi a sua carta pedindo troca de correspondência. Como não podia deixar de ser, pedi a opinião dos meus pais. Atendendo à minha idade, apenas dezasseis anos, os meus pais não me autorizam... Carolina”

 

João.

Recebi o seu pedido para troca de correspondência entre nós, embora eu não o conheça… como foi recomendado pelo meu primo Fernando, que também está na marinha, eu vou aceitar a troca de correspondência, no entanto, quero lembrar-lhe, é só para troca de correspondência, nada de namorar... Clara”

 

Pedro.

Recebi o seu pedido de correspondência que vou aceitar. Sou brasileira, natural de São Paulo, tenho vinte anos e sou estudante de enfermagem. Gostaria que me enviasse uma fotografia e descrição detalhada da sua vida...

Roberta

Há alegria e alguma tristeza.

A formatura para doentes à enfermaria, todos os dias está a aumentar. Alguns ficam internados, outros vem medicamentados. Há “escolas” com doenças várias; febres, diarreias e tosse são as mais comuns. Há quem esteja mal; sofrendo de doença pulmonar, cardíaca ou reumática. Para estes “escolas” o sonho pode terminar. É necessário ter esperança e nunca perder a fé. A doença nestas idades é quase sempre uma passagem. Por vezes sim. Por vezes não.

Está a aproximar-se o fim de semana; começamos a fazer os preparativos para a saída; tarde de sábado e domingo todo o dia. Como não temos “roupa” civil, saímos fardados.

Escolhem-se os amigos para sair e para onde ir. Como manda a tradição, há “escolas” que, aproveitam e vão à “terra”; outros ficam por cá , vão ao cinema ou infiltram-se no canavial.

A maioria vai para Lisboa.

O grupo do Beja fica por cá; vão ao cinema e passam pelo canavial.

O grupo do Vila Franca vão para Arruda dos Vinhos.

O grupo do Alfama e do Almada vão para Lisboa.

O grupo do Alfama é numeroso, mais de vinte.

Entramos no comboio na Quinta das Torres e descemos em Santa Apolónia.

Primeiro ponto de observação é a Praça do Comércio; subimos a rua do Ouro, paramos no Martim Moniz e chegamos ao Intendente. Primeiro bar “O Campainhas”. O Alfama é por nós o chefe do grupo.

- Vamos entrar em local “próprio para marinheiros”.

Os bares estão cheios de mulheres prostitutas; marinheiros e soldados são muitos mais.

- Ó “escola” não pagas um copo?

- Sim, pago.

- Mas também tens de beber.

- Claro que bebo.

Há muito brandy e agua-ardente.

As cabeças perdem-se e as mãos entram em acção. Mas há regras, que os “escolas” desconhecem. Para tudo é preciso pagar, e quem não o fizer está sujeito a levar uma estalada.

Algumas mulheres são “velhas” para a nossa idade. Mas, mesmo assim, há “escolas” que se enrolam nos vãos de escada.

O Alfama leva-nos à casa do Alentejo, onde há um grande bailarico.

- Estamos com a nossa gente e a nossa música - desabafa o pinturas.

Perto da meia noite o Alfama sugere - vamos para o Bairro Alto.

O numeroso grupo é obediente.

Muitos bares, muitas mulheres e muitos militares.

Bebe-se brandy, água-ardente e cerveja.

As mulheres por aqui, são mais novas e bem vistosas.

- Ó “escola” não pagas um copo?

- Sim, pago.

- Mas também tens de beber.

- Claro que bebo.

Mais copo menos copo “o caldo já está entornado” e vai haver pancadaria.

Pelas duas da manhã o Alfama reúne o grupo e esclarece.

- Não tarda vai chegar a Policia Naval. Vamos descer até à Rua do Arsenal e dormimos na casa do Marinheiro da Armada.

- Podemos ficar aqui mais um pouco? - perguntamos em coro

- É melhor não. Vamos “abandonar o barco” já.

Obedecemos.

A dormida foi curta, pelas nove horas somos postos na rua.

- Vamos ao cacau à Praça da Ribeira - última indicação do Alfama..

Surpresa. Há muitos marinheiros, grumetes e grumetes recrutas nossos conhecidos. Fomos à inspecção no mesmo dia, Uns foram para a Escola de Fuzileiros e outros para a Escola de Alunos Marinheiros.

O grupo do Alfama foi desfeito e não tardou que os destinos fossem diferentes. Jardim da Estela, Parque Eduardo VII, Avenida da Liberdade, Bairro Alto e Intendente.

Ao início da noite estamos a regressar.

Amanhã temos muito que comentar.

 

Continua “O Juramento de Bandeira”

AG